segunda-feira, 28 de outubro de 2013

ARIEL SHARON. EX PRIMEIRO MINISTRO DE ISRAEL. EU ACREDITO QUE ELE VAI SAIR DO COMA E SERÁ UMA PEÇA FUNDAMENTAL NA HISTÓRIA DE ISRAEL.




Ariel Scheinermann, mais conhecido como Ariel Sharon, em hebraico: אריאל שרון(Kafar Malal, 27 de fevereiro de 1928) é um estadista e militar de Israel, com ação polêmica na Guerra do Líbano na década de 1980. Foi primeiro-ministro de Israel entre 7 de março de 2001 e 2006, é membro fundador do partido Likud e fundador do partido Kadima. No início de 2006, em pleno exercício do cargo de primeiro-ministro, sofreu um AVC e desde aí, encontra-se entubado e em estado vegetativo. Foi substituído por Ehud Olmert na chefia do governo.





Sharon ingressou na carreira política durante o governo do primeiro-ministro Menachem Begin. Sharon foi filiado ao partido Mapai, de esquerda, durante as décadas de 40 e 50. Entretanto, depois de afastar-se da vida militar, Sharon foi importante para a criação doLikud, partido liberal de centro-direita, em julho de 1973. O Herut, o Partido Liberal e outros setores independentes foram incorporados ao Likud e Sharon tornou-se coordenador da campanha para as eleições, marcadas para novembro do mesmo ano. Todavia, duas semanas e meia depois do início da campanha eleitoral, eclodiu a Guerra do Yom Kippur e Sharon foi chamado para comandar as forças militares. Em dezembro de 1973, Sharon foi eleito para a Knesset (Parlamento), mas um ano depois, cansado da vida política, renunciou.

De junho de 1975 até março de 1976, Sharon foi assessor especial do primeiro ministro Yitzhak Rabin, trabalhando como um de seus conselheiros militares. Com a aproximação das eleições de 1977, Sharon tentou voltar ao Likud e substituir Menachem Begin como presidente do partido. Tentou convencer Simcha Ehrlich, que comandava o bloco do liberal do partido, de que ele teria mais chances do que Begin para vencer as eleições, mas não teve sucesso. Depois disso, tentou ingressar novamente no Partido Trabalhista e no centrista Dash, mas foi rejeitado por ambos. Formou então o seu próprio partido, o Shlomtzion, e conseguiu obter duas cadeiras no Knesset nas eleições subseqüentes. Logo após as eleições, fundiu o Shlomtzion com o Likud e tornou-se Ministro da Agricultura.

Nessa época, apoiava o Gush Emunim, movimento que encorajava os assentamentos judeus na Judeia e Samária. Sharon usou de sua posição para estimular a criação de uma rede de assentamentos na Cisjordânia e Faixa de Gaza e assim prevenir a possibilidade de retorno dos civis palestinos expulsos de lá. Conseguiu dobrar o número de assentamentos judeus na Cisjordânia e na Faixa de Gaza durante sua gestão.

Depois das eleições de 1981, Menachem Begin recompensou Sharon por sua importante contribuição para a vitória apertada do Likud, nomeando-o Ministro da Defesa.

No ano seguinte, Sharon dirigiu as operações de evacuação do Sinai, notadamente da cidade de Yamit, que algumas centenas de colonos israelenses irredutíveis se recusavam a evacuar. Tropas do exército são foram enviadas para retirá-los à força e demolir suas casas, na operação "Pomba vermelha". A difusão do episódio pela televisão marcou por muito tempo a opinião pública israelense.

Como ministro da Defesa, Sharon passou a apoiar e atiçar os cristãos contra os muçulmanos no Líbano, com o objetivo de fazer daquele país um posto avançado de Israel. Em 1982, após repetidos ataques da OLP ao longo da fronteira do Líbano - então em guerra civil - as tropas israelenses invadiram Beirute. Na mesma ocasião falangistas libaneses maronitas invadiram dois campos de refugiados palestinos - Sabra e Shatila - situados em área controlada pelo exército israelense. Nesse episódio, segundo a Cruz Vermelha Internacional, 452 civis palestinos foram assassinados - embora outras fontes estimem o número de vítimas em até 3500 pessoas.

Mais de 500.000 israelenses se manifestaram contra o massacre e em 8 de fevereiro de 1983, a comissão de inquérito oficial, dirigida pelo presidente da Corte Suprema de Israel, o juiz Yitzhak Kahan, publicou seu relatório, responsabilizando pessoalmente Ariel Sharon por não ter ordenado as medidas de segurança necessárias a impedir o previsível massacre. Assim, Sharon foi obrigado a deixar o Ministério.

Mesmo depois de ser forçado a deixar o cargo, continuou na vida política fazendo parte de sucessivos governos: como ministro sem pasta (1983–1984), Ministro do Comércio e Indústria (1984–1990) e Ministro da Construção para Habitação (1990–1992). Durante este período, era rival do então Primeiro Ministro Yitzhak Shamir, mas não foi bem sucedido ao tentar substituí-lo como presidente do governista Likud nas várias oportunidades que teve.

A rivalidade entre Shamir e Sharon teve seu ponto alto durante a "Noite dos microfones", em fevereiro de 1990, quando Sharon tomou o microfone de Shamir, que falava para o Comitê Central do Likud, e exclamou a frase que tornar-se-ia famosa: "Quem está varrendo o terrorismo?". A insinuação era que apenas Sharon sabia como desencorajar e acabar com os ataques. O incidente ficou marcado como uma tentativa aparente de derrubar a liderança de Shamir no partido.

Durante o governo de Benjamin Netanyahu (1996-1999), Sharon foi Ministro da Infra-estrutura Nacional e Ministro das Relações Exteriores (1998-1999). Com a vitória de Ehud Barak, do Partido Trabalhista, que assumiu o governo, Sharon tornou-se líder do Likud. Depois do colapso do governo de Barak, Sharon foi eleito Primeiro-Ministro de Israel, em fevereiro de 2001.



NOTICIA RECENTE SOBRE O ESTADO DE SAÚDE DELE.





29 de Janeiro de 2013•10h52 • atualizado às 11h09


Exames em Ariel Sharon mostram avanço no conhecimento sobre o coma.
O ex-premiê israelense Ariel Sharon está inconsciente há mais de seis anosFoto: AFP



Os modernos exames cerebrais que permitiram uma nova avaliação médica do estado de saúde do ex-premiê israelense Ariel Sharon, inconsciente há mais de seis anos, mostram como os avanços da neurociência estão obrigando os médicos a reverem seus conceitos sobre as situações de coma prolongado.

Sharon está em coma desde que sofreu um derrame, em 2006, mas novos exames indicam que ele pode ter algum grau de consciência, o que incluiria escutar sons e ver figuras. "É encorajador encontrar esses sinais, porque isso abre a possibilidade de alguma comunicação significativa", disse Paul Matthews, professor de neurologia do Imperial College, de Londres.

Até recentemente, segundo ele, supunha-se que muitos dos pacientes considerados em "estado vegetativo" não tinham consciência do seu entorno. Mas os progressos nos exames de ressonância magnética funcional por imagens - máquinas que detectam alterações no fluxo sanguíneo para mensurar a atividade cerebral - começam a mudar essa visão.

Em comparação a outros pacientes "vegetativos" que passaram por exames semelhantes e tiveram seus casos descritos em revistas científicas, as reações de Sharon foram muito sutis, disse Martin Monti, psicólogo cognitivo da Universidade da Califórnia em Los Angeles, que integrou a equipe americana-israelense que examinou o cérebro de Sharon.

Mas, com a realização de mais exames e pesquisas para conceber uma forma que lhe permita sinalizar se está processando a informação externa, não é impossível que Sharon - como outros pacientes - possa no futuro responder a perguntas sobre o seu estado mental ou sobre se sente dores.

"Se esses sinais ficarem mais robustos, não há dúvida de que podemos usar coisas como interfaces cérebro-computador (para estabelecer a comunicação)", disse Monti à Reuters enquanto voltava de Israel para os EUA.

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